Tratamento de Infertilidade para todos!

No dia 28 de junho de 2014, o grupo Endometriose Brasil apoiou o lançamento da campanha que aconteceu em São Paulo.
A Primeira de muitas foi chamado de: "Movimento Fertilidade Direito de Vida", onde foi lançada a campanha que aborda a Infertilidade como doença e a luta para que os planos de sáude cubram o tratamento para casais inférteis, assim como já acontece no SUS, porém a demanda é muito grande e não se consegue chegar ao tratamento em tempo hábil, temos como exemplo uma portadora de Endometriose que geralmente tem seu diagnóstico tardio, precisa passar por cirurgia para tratar a doença e vive em uma constante luta contra o tempo para conseguir conquistar sua tão sonhada gestação e ser Mãe.
 
Presentes no evento:
  • Patricia Figueiredo - Coordenadora Nacional das Ações de Saúde Feminina da ONG Orientavida "Campanha pense Rosa"
  • Dr. Newton Busso - Presidente da Comissão Nacional Especializada em Reprodução Humana da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)
  • Mara Gabrilli - Deputada Federal 
  • Caroline Salazar - Idealizadora do Blog A Endometriose e Eu
  • Priscila Torres - Coordenadora do Blogueiros da Saúde
  • Paulo Soares - Endomarido e sociólogo, da coluna EndoSocial, ao lado de sua esposa Anne
  • Grupo Gapendi
  • Portadoras de Endometriose que contaram um pouco de suas lutas para conseguir tratamento.
Abaixo link de tudo que rolou no evento:
https://www.youtube.com/watch?v=Qy-mZniWrtw
 
 
O grupo Endometriose Brasil agradece o convite e apoia esta causa!
https://www.facebook.com/endometriosebrasil?fref=ts 
 

Um momento que impactou aos presentes foi o texto escrito por "Caroline Salazar"...

Jornalista, portadora de endometriose, autora do blog A Endometriose e Eu, e capitã da Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose

 
A fertilidade é a raiz de um povo, é a base da construção da família. Ela é conseguida por meio da conjugação de um homem e de uma mulher férteis. Então, ela não afeta apenas a mulher, apesar de que quando se fala de infertilidade, quase sempre o pensamento vai em direção da mulher como se ela fosse a única parte envolvida que pode ter o problema. Sabemos que a porcentagem da infertilidade entre homens e mulheres é igual: 40% para cada, e 20% do casal. Para enfrentar a questão da infertilidade temos que equacionar tudo, olhar de todos os ângulos, e incluir também o homem. A maioria dos casais sonha um dia em ter filho. E quando esse sonho é destruído por uma incapacidade do corpo em conceber, é um sofrimento muito grande, tanto para o homem como para a mulher. No casal sofrem os dois, não tem jeito. Avançar com a possibilidade de tratar por meio da saúde pública e de convênio, reconhecendo isso como aquilo que é de fato, um problema de saúde que tem solução na maioria dos casos por meio de reprodução assistida, é uma prova de maturidade social e de respeito pelo cidadão. Não apenas por aqueles que querem ser pais, mas também pelo cidadão que nascerá de uma união que recebendo o tratamento adequado, conseguirá gerar descendência.
 
Ninguém pode afirmar de onde virão os grandes homens do amanhã deste país. Alguns poderão surgir a partir de casais que inicialmente seriam inférteis. Quando ter filho é um desejo do casal, esse mesmo casal deverá encontrar da parte do Estado todo o apoio para ultrapassar as dificuldades na área da saúde, pois é um dever do país assegurar a sua própria continuidade. Está na Constituição Brasileira. Infertilidade não deve ser um tabú, precisamos ultrapassar essa questão cultural. Ninguém escolhe ser infértil, mesmo quem não quer ter filho, ou está fazendo um planejamento familiar. Hoje a pessoa pode não estar preparada para ter filho, mas um dia poderá estar e desejar muito.
 
E se não conseguir? A infertilidade ultrapassa a dor física, é uma dor sentida na alma e no coração. Uma dor que provoca depressão, suicídio, desfaz uniões e deixa cicatrizes profundas no ser humano. Para cuidar desse e de outros problemas da saúde de nós, cidadãos, o Estado tem o Serviço Único de Saúde. Existem convênios que as pessoas com condição podem subscrever. Tanto um como o outro precisam tratar esses pacientes. Por que a infertilidade é uma doença como qualquer outra e precisa ser tratada. Segundo a Organização Mundial da Saúde, só no Brasil são cerca de 80 milhões. Por isso, hoje, com o lançamento do “Movimento Fertilidade. Direito de Vida”, estamos construindo um grande marco na nossa sociedade que irá mudar a realidade de quem sonha em construir sua família. Chegou o momento de unirmos forças e lutarmos pelo direito à maternidade e à paternidade. Chegou o momento de lutarmos pelos nossos futuros cidadãos, por aqueles que podem transformar o Brasil num país mais justo e mais íntegro. A equipe do A Endometriose e Eu, juntamente com nosso grupo parceiro, Endometriose Brasil, apoiamos o Movimento de Direito à Vida!
 
 
 
   
 
 
 

"Movimento Fertilidade Direito de Vida"